sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Estudo: Canadá terá enormes custos com o aquecimento global

29 de setembro de 2011
Estudo: Canadá terá enormes custos com o aquecimento global
O impacto econômico das mudanças climáticas no Canadá pode chegar a bilhões de dólares ao ano, segundo estudo publicado esta quinta-feira por um grupo que assessora o governo canadense. O relatório intitulado "Pagando o preço: o impacto econômico das mudanças climáticas no Canadá", realizado pelo grupo Mesa Redonda Nacional sobre o Meio Ambiente e a Economia, calcula que os custos relacionados com o aquecimento podem subir anualmente a 5 bilhões de dólares em 2020, situando-se entre US$ 21 e US$43 bilhões de dólares em 2050.
O estudo aponta uma redução da oferta de madeira, o aumento das ondulações por tempestades, danos causados por inundações devido ao aumento do nível do mar em áreas costeiras e baixa qualidade do ar nas principais cidades, o que aumentará o número de consultas hospitalares. Por isso, pede a Ottawa para investir mais na geração e difusão de pesquisas e análises detalhadas para ajudar as comunidades a se adaptarem às mudanças climáticas e assim tentar evitar alguns custos adicionais.
O Canadá contribui com menos de 1,5% das emissões globais de carbono. No entanto, o estudo indicou que "o aumento das emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo exercerá um crescente impacto econômico" no país, devido a que os efeitos das mudanças climáticas ocorrem em seu território.
"As mudanças climáticas serão custosas para o Canadá e os canadenses", destacou. Por exemplo, o aumento da temperatura e os maiores níveis de dióxido de carbono na atmosfera podem acelerar o crescimento dos bosques em algumas áreas. Mas isto não compensará as perdas de árvores pelo aumento dos incêndios florestais, assim como a ocorrência de pragas e de fenômenos meteorológicos extremos, como tempestades de vento e neve.
O Canadá tem quase 3,5 milhões de km² de florestas, que representam 10% de toda a superfície florestal mundial. A indústria madeireira impulsiona 1,7% do Produto Interno Bruto do Canadá. As perdas no setor com as mudanças no clima podem chegar a 17 bilhões de dólares ao ano, concluiu o estudo, que destacou que a economia da província da Columbia Britânica (oeste) seja provavelmente das mais afetadas por sua dependência florestal.
As áreas baixas e densamente povoadas da costa do Pacífico, como Vancouver, e as regiões árticas, como Nunavut (que está experimentando o aumento de temperatura mais significativo) também enfrentarão os custos mais elevados per capita por danos de moradias devido às inundações, informou. No entanto, as áreas costeiras da Ilha do Príncipe Edward, no Oceano Atlântico, são as que correm o maior risco, destacou o relatório.
As inundações em todo o país poderiam levar os custos das mudanças climáticas ao nível nacional a US$ 8 bilhões anuais em 2050, concluiu. Por último, grandes cidades como Toronto e Vancouver experimentarão provavelmente mais ondas de calor no verão e pior qualidade do ar nos próximos anos, o que causará mais problemas cardiovasculares e respiratórios.
Em nível nacional, o fato de haver menos dias de frio extremo pode reduzir a incidência de doenças em geral e as mortes no inverno, destacou o informe. No entanto, algumas populações enfrentarão um risco maior de exposição a doenças infecciosas e transmitidas pela água e pelos alimentos. A proporção dos custos, destacou o estudo, dependerá do aumento das emissões globais e do crescimento econômico e demográfico do Canadá.

Reportagem retirada: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5385130-EI8147,00-Estudo%20Canada%20tera%20enormes%20custos%20com%20o%20aquecimento%20global.html


Comentário: O fato de ser cobrada uma taxa para o Canadá em relação ao alto índice de aquecimento global, ajudará muito para preservar um pouco mais as florestas e diminuir o desmatamento, causado por queimadas e outros fatores citados na reportagem, e aumentará também um outro índice, o de densidade demográfica, principalmente dos paises assiciados ao Canadá de alguma forma!

sábado, 24 de setembro de 2011

Gêmeas siamesas unidas pela cabeça são separadas em Londres

18 de setembro de 2011
Gêmeas siamesas unidas pela cabeça são separadas em Londres

Gêmeas siamesas que nasceram unidas pela cabeça foram separadas com sucesso após quatro operações em Londres. As bebês Rital e Ritag Gaboura, de 11 meses, passaram pela cirurgia final no Hospital Infantil Great Ormond Street no dia 15 de agosto, mas só neste domingo foram divulgadas informações sobre seu estado de saúde. As meninas sudanesas, que tiveram a viagem e todo o tratamento médico pago pela instituição de caridade Facing the World, parecem não ter sofrido danos neurológicos.
Gêmeos siameses são extremamente raros e apenas 5% deles são unidos pelo crânio. Destes, cerca de 40% morrem antes mesmo do nascimento ou durante o parto e outros 35% morrem nas primeiras 24 horas de vida, o que faz com que apenas 25% dos bebês unidos pela cabeça sobrevivam.

Sorte
Rital e Ritag nasceram de cesariana na capital do Sudão, Cartum. Devido à maneria como suas cabeças eram unidas, havia um grande fluxo de sangue entre os cérebros das irmãs. Ritag irrigava metade do cérebro da irmã, enquanto recebia quase todo esse fluxo de sangue de volta para seu coração. A situação das gêmeas era arriscada porque qualquer queda significativa no fluxo sanguíneo cerebral poderia causar danos neurológicos. Além disso, quando elas chegaram à Grã-Bretanha, o coração de Ritag já estava fraco.


Devido à natureza delicada da cirurgia, a separação foi feita em quatro estágios. Após duas cirurgias em maio, foram inseridos expansores de tecido em julho, para que fosse possível fechar a cabeça de cada uma das gêmeas após a separação final, que aconteceu no dia 15 de agosto.

Privilégio
Em uma declaração, os pais das gêmeas, ambos médicos, disseram se sentir privilegiados por suas filhas terem passado pela cirurgia de que precisavam. "Estamos muito agradecidos por poder esperar o momento em que vamos voltar para casa com duas meninas separadas e saudáveis. Agradecemos a todos os médicos que doaram seu tempo e à instituição Facing the World por organizar toda a parte logística e pagar pelas cirurgias."

Até o momento, Rital e Ritag estão reagindo a todos os testes e estímulos da mesma maneira que reagiam antes das operações, o que indica que não houve danos neurológicos. Ainda assim, devido à sua pouca idade, é impossível descartar a possibilidade de que tenha havido algum tipo de problema.
"A incidência de sobrevivência de gêmeos com essa condição é extremamente rara. A tarefa nos apresentou diversos desafios e todos nós sabíamos de nossa responsabilidade em relação a essa família e às duas meninas", disse o médico David Dunaway, da unidade de cirurgia plástica do hospital. "A família Gaboura foi extremamente corajosa durante uma jornada muito estressante e seu amor pelas crianças é óbvio."


Reportagem retirada: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5356388-EI238,00-Gemeas+siamesas+unidas+pela+cabeca+sao+separadas+em+Londres.html



Comentário: Escolhi esta reportagem pelo fato de terem ocorrido alguns comentários sobre este assunto durante a aula na semana passada, e quando à vi, achei muito interessante, pelo fato de ser um relato real de algo que haviamos estudado de certa forma, e foi um caso bem sucedido que ocorreu em Londres com duas irmãs gêmeas univitelinas e siamesas.




Nova técnica quer converter casca de laranja em biocombustível

16 de setembro de 2011
Nova técnica quer converter casca de laranja em biocombustível
              As cascas das laranjas geram cerca de 8 milhões de toneladas de resíduos ao ano

Uma parceria entre cientistas britânicos, brasileiros e espanhóis pretende testar uma nova tecnologia para transformar resíduos alimentares, como cascas de laranja, em compostos químicos e biocombustíveis.
Segundo os cientistas, o método desenvolvido pode permitir no futuro, potencialmente, que os restos de alimentos sejam processados tanto domesticamente quanto em escala industrial.
Os pesquisadores dizem que a tecnologia poderia prover uma fonte renovável de carbono, além de resolver o crescente problema global do destino do lixo. Eles acreditam que o método, que trata os restos alimentares com microondas concentradas, pode extrair compostos químicos úteis que podem ser usados na produção de materiais e biocombustíveis.
O método foi apresentado nesta semana pelo professor James Clark, da Universidade de York, na Grã-Bretanha, durante o Festival Britânico de Ciência em Bradford.
Juntamente com pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade de Córdoba, na Espanha, ele formou a Orange Peel Exploitation Company (Companhia para Exploração de Cascas de Laranja, em tradução livre), para coordenar as pesquisas.

Resíduos em quantidade
Os restos são um produto inevitável de processos cada vez mais complexos no suprimento global de alimentos, com resíduos orgânicos não utilizados sendo produzidos em grandes quantidades em várias etapas - nas áreas de cultivo, nas fábricas que processam os alimentos ou pelos próprios consumidores.

Na produção de mandioca na África, por exemplo, 228 milhões de toneladas de amido não utilizados são produzidos a cada ano. Na Europa, as plantações de café produzem a cada ano 3 milhões de toneladas de resíduos.
Na produção comercial de suco de laranja no Brasil, somente metade da fruta é usada, deixando o resto como resíduo. As cascas das laranjas geram cerca de 8 milhões de toneladas de resíduos ao ano.
O objetivo principal dos pesquisadores é testar a tecnologia no Brasil para aproveitar esses dejetos das laranjas.

Potencial
"Você pica a casca, coloca tudo em um campo de microondas, como faria em um forno doméstico, mas com uma potência muito maior. As microondas ativam a celulose, provocando a liberação de vários elementos químicos", explica Clark.

Um desses elementos químicos, d-limoleno, pode ser usado diretamente na fabricação de perfumes e outros produtos químicos. Os produtos químicos derivados da casca de laranja poderiam ser usados para fabricar muitos dos materiais que atualmente dependem de petróleo.
Apesar de a tecnologia ainda estar em teste, Clark se diz otimista sobre o potencial do seu uso com todos os tipos de resíduos e em várias escalas. A tecnologia com microondas poderia processar qualquer coisa que contenha celulose e funcionaria particularmente bem com papel e cartolina.
Os pesquisadores estimam que se a nova tecnologia se tornar disponível comercialmente, seria possível processar cerca de 6 toneladas de resíduos alimentares por hora com uma máquina com custo estimado em 1 milhão de libras (cerca de R$ 2,7 milhões).

Reportagem retirada: http://tecnologia.terra.com.br/tecnologia-verde/noticias/0,,OI5353922-EI18550,00-Nova+tecnica+quer+converter+casca+de+laranja+em+biocombustivel.html


Comentário: Peguei esta reportagem pelo fato de ela ser muito bem vinda nos nossos atuais momentos, em relação a petróleo e as matrizes energéticas utiligadas atualmente, pois essas pesquisas com as cascas da laranja são extremamente úteis pois, além de não ser produzida uma grande quantidade de lixo, fora a que já produzimos, inútil, todos sabemos que o nosso petróleo não durará pra sempre e que já devemos começar a se mexer para buscar novas formas de energia que no futuro deverão substituir a utilidade desse petróleo... E essas cascas de laranja poderão substituí-lo com o passar do tempo, quando o petróleo deixar de existir. Ainda faltam alguns testes para que está pesquisa seja colocada em prática, mas tudo deverá dar certo, se não der com essa, concerteza surgirão novas pesquisas sobre esse assunto também!!

Cientistas querem recriar animais em extinção com células-tronco

05 de setembro de 2011
Cientistas querem recriar animais em extinção com células-tronco

Três anos atrás, a população selvagem do rinoceronte-branco do norte estava reduzida a apenas quatro indivíduos


Cientistas nos EUA anunciaram ter produzido células-tronco de rinoceronte-branco do norte e de um macaco africano, o que pode ajudar a garantir a sobrevivência das duas espécies ameaçadas de extinção. Os cientistas relatam, na publicação Nature Methods, que as células-tronco poderão ser transformadas em diferentes tipos de células do corpo dos animais. Se forem convertidas em óvulos e esperma dos animais, "filhotes de proveta" poderão ser desenvolvidos.
Tais aplicações ainda estão num futuro distante, mas a chefe da equipe de pesquisa, Jeanne Loring, disse que os estudiosos ficaram especialmente entusiasmados com os resultados obtidos com as células de rinoceronte, que superaram suas expectativas. As células-tronco foram feitas a partir da pele dos animais, em um processo de "reprogramação" - nele, retrovírus e outras ferramentas da biologia celular moderna são usados para devolver as células a um estágio prévio de desenvolvimento.
Nesse estágio, as células são "pluripotentes", ou seja, podem ser induzidas a formar diferentes tipos de células específicas, como neurônios e cartilagens. Os procedimentos em questão dependem muito de tentativas e erros, e os pesquisadores esperavam êxitos nos feitos com o macaco africano (chamado de drill), pelo histórico de experimentos prévios feitos com primatas. Mas os resultados das pesquisas com o rinoceronte surpreenderam. "Não foi fácil fazer com que funcionasse, mas funcionou", disse Loring à BBC News.

Aplicações

As aplicações iniciais da pesquisa devem ser medicinais. No caso de animais sofrendo de doenças degenerativas, como diabetes, as células-tronco podem, em tese, virar substitutas de células que estiverem perdendo suas funções.
Estudos que partem dessa premissa já estão em curso em humanos, para combater problemas como falência cardíaca, cegueira, derrames e lesões na espinha dorsal - ainda que o uso prático de tais pesquisas seja tema de debates. Uma ideia que empolga os cientistas é criar embriões ao induzir células-tronco a fazer óvulos e esperma.
"Fazer gametas (células reprodutivas) a partir de células-tronco ainda não é algo rotineiro, mas há relatos de que isso esteja sendo feito com animais em laboratórios", prosseguiu Loring. Ela crê que a técnica é mais promissora do que a de clonagem de animais ameaçados, por ter uma taxa de sucesso maior. "Você tem a possibilidade de fazer novas combinações genéticas, em vez clonar, que apenas reproduz animais já existentes."

"Último esforço"

O cientista conservacionista Robert Lacy, da Sociedade Zoológica de Chicago, disse que a técnica pode, algum dia, tirar algumas espécies do risco de extinção, mas que ainda há muito trabalho a ser feito. "As perspectivas para o uso desses métodos, de dar continuidade à linhagem dos últimos indivíduos de algumas espécies, será um último esforço, após termos falhado em proteger esses animais de maneiras prévias, mais simples e eficientes", afirmou Lacy.
Esse é o caso, ele diz, do rinoceronte-branco do norte, existente na África e ameaçado pela caça ilegal. Três anos atrás, a população selvagem da espécie estava reduzida a apenas quatro indivíduos que habitavam um parque nacional na República Democrática do Congo. Expedições recentes sequer conseguiram localizar esse pequeno grupo. Dessa forma, é possível que sete rinocerontes-brancos do norte enjaulados sejam os últimos representantes da espécie no planeta.
Já o primata drill (Mandrillus leucophaeus) também está com uma população declinante na Nigéria e em Camarões, principalmente por causa da caça e por perda de habitat. As pesquisas de células-tronco têm unido cientistas conservacionistas e de laboratório - caso de Jeanne Loring, que chefia o Centro de Medicina Regenerativa no Instituto de Pesquisas Scripps, na Califórnia. Seu objetivo imediato é replicar o trabalho desenvolvido com o rinoceronte em outras dez espécies de animais ameaçadas, incluindo uma de elefante.

Reportagem retirada: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5331054-EI8147,00-Cientistas+querem+recriar+animais+em+extincao+com+celulastronco.html


Comentário: Acredito que essa técnica de recriar animais em extinção com células-tronco seja muito boa e produtiva, e relmente como dito na reportagem é mais vantajoso e certamente apresenta melhores resultados do que a clonagem. E uma boa iniciativa para conseguirmos resgatar espécies que estão em extinção e que a falta delas prejudica no andamento natural do meio ambiente. Porém infelizmente este ainda é um projeto que está no inicio e ainda necessita de diversos testes, e acompanhamentos para realmente ser percebido o efeito desta pesquisa, tomara que seja bem sucedida e que possamos cada vez mais preservar a nossa fauna terrestre.